Começa o período de confinamento do boi em todo o país

Em São Paulo já tem boitel com fila de espera para engorda dos animais.
Abril é o mês que se costuma confinar e a agenda já está cheia.

O pasto da fazenda em Barretos, no nordeste de São Paulo, está bonito e viçoso, como Marcelo Dias queria e do jeito que o gado gosta.

O problema é que o pasto farto chegou tarde e o criador precisou deixar os animais no confinamento durante parte do período de engorda, um custo que ele não esperava.

Quando os pastos ficaram verdes, no começo do ano, ele tirou os bois do confinamento para baratear o processo e terminar de engordar na fazenda. Agora, os animais estão indo para o abate.

No estado de São Paulo, a estiagem do fim do ano passado fez muita gente deixar o gado mais tempo no confinamento. Um deles que fica em Barretos confina o próprio gado e também de pecuaristas da região. O sistema é chamado “boitel”.

A propriedade é de André Reis. Nos currais, hoje estão 16 mil bois que devem ficar por lá por 93 dias. Quando saírem, entra uma nova boiada de um parceiro no negócio. “Aqui o animal é melhor acabado, a carcaça fica mais uniforme, mais interessante para a indústria”, diz.

Fábio Campagnon está na fila de espera do boitel. Em três semanas, ele deve levar 150 bois para o confinamento, que custa, em Barretos, R$ 5,40 por dia, por animal. Como o período de confino vai ser de 90 dias, Fábio vai pagar R$ 486 por cabeça. Para ele, o resultado da engorda compensa os custos mais altos.

Segundo a Associação Nacional dos Confinadores, a Assocon, apenas 1% dos abates no primeiro trimestre do ano vem de confinamentos. O grande volume acontece no segundo semestre, resultado do gado que começa a ser engordado a partir deste mês.

Globo Rural